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3 de abril de 2010

Lack of faith

Some faith, some ancient tales
Begging me to forget this mess
Telling me to walk in some other way
Threatening me by saying I'm careless.

But the faith, you know
Is a really bad faith that screams out loud
That the world has a solution
If you buy the brand new product
And the part of me that's concious
Feels ashamed of this human conduct
And just wants to jump off from this world.

'Cause that part feels sick
Feels guilty at the same time
For contributing, like all the others
For this horrible world
Where mothers kills their children
And children kills their mothers.

                                                                João Tiago

21 de fevereiro de 2010

Vida como competição, golo como objectivo

Talvez a vida seja um penalty mal marcado
Em que o marcador é um avançado
Com demasiada sede ou ansiedade em marcar
E isso impede a bola de entrar.

Talvez o guarda-redes seja um Yashin com trinta braços
Que torna a bola em meros pedaços
Usando apenas a força que o medo tem
E que impede o avançado de marcar bem.

Talvez o penalty nem sequer tenha existido
Porque não houve falta antes
Talvez o arbitro esteja corrompido
Pela ideia de uma meras notas brilhantes.

Talvez o jogo nunca possa ser justo
Porque logo de inicio alguém ja' sabe como acaba
E se houver a oportunidade de marcar outro penalty
Mas com a ideia de tentar apenas marca-lo
Não pensando para onde a bola ira'
Talvez ai o penalty seja bem marcado
E a vida seja uma partida justa - quiça'...

                                                        João Tiago

8 de fevereiro de 2010

O raio da vida é linda e ninguém quer saber...

Hoje, sem quê nem para quê
Deu-me para escrever que nem um maluco
Porque ha' tanto para escrever
Que o cérebro cria tumores de informação
Apenas para chatear o tico e o teco.

Mas realmente chego a pensar no porquê
De o cuco cantar tão alto e eu não ouvir esse cuco
De saber que não sei viver
Se o cérebro invadir o dominio que é do coração
Se souber que me movem como quem move um boneco.

Que raio, pergunto-me porque tenho de dar o passo seguinte
Se de um passo terei de dar outros vinte
Rumo ao caminho aleatorio da vida
Que se sabe não ter saida
Senão aquela que se controi
Como me doi, saber que somos isto, como me doi...
Saber que é tão facil estar melhor
E que todos gostam de viver no horror...

21 de janeiro de 2010

Maratona sem prémio - antes pelo contrario

Desacelerando o aceleração constante
Da vida maravilhosamente errante
A orbita é comprida mas apreceavel.
Ritmando o ritmo desordenado
Do fulgor por no's criado
A orbita é comprida mas alcançavel.
Não mais que sonhos se almejam
Não mais que verdades se desejam
No caminho da nossa incrivel vida.
Mais curta que comprida, mais curta que comprida.
Porque sem conta, peso, ou medida
Aprecia-se tudo sem classificação
Veem-se as coisas tal como são
Porque sou da natura irmão
Porque sou da natura irmão.
E que passaros voando
Pedras rolando
Humanos caminhando.
E que animais vivendo
Arvores crescendo
Vidas sem dividendo
Que descobrem o horrendo
E orbitam no desnecessario
Do valor material e primario.
Porque a sofisticação ilusoria
Que mudou o rumo da historia
(Mais curta que comprida, mais curta que comprida
Mais mentira que vida, mais mentira que vida)
Em nada melhorou o mundo
Que se tornou vazio e moribundo
Que não é mais algo a que se possa chamar
MUNDO! MUNDO! MUNDO!
O vazio a triplicar
Mostra a importancia que lhe deviamos dar
O mundo não é mais natureza
Porque ninguém lhe ve a beleza
Que os verdadeiros Homo-Sapiens lhe deram
Somos nada mais que o vazio - tão so'
Somos animais que metem do'...

7 de janeiro de 2010

Caixas

Vladimir Kush (genial)

Vivendo em caixas
Trabalhando em caixas
Nem vos sobra tempo para pensar
Gente mesquinha que nem se deixa respirar.

Entreteem-se no escritorio olhando para uma caixa
Entreteem-se em casa olhando para uma caixa
Por muito que sejam superfluos ninguém o acha
Porque ninguém se esforça por nada achar.
-Vão la', uma qualquer caixa esta-vos a chamar...

                                                                       João Tiago

25 de dezembro de 2009

Encriptologias verdadeiramente metafisicas

Os teus olhos vagos
Dizem-me nada mais do que nada.

Pois a vida em um ou dois tragos
Torna-se numa simples mas enorme fachada.

Seja po' no deserto
Ou deserto que mete do'
Não estou nem perto
De ser um bocado de po'.

Nada nem ninguém me cativa
Se não souber cativar alguém
Viva-se como quer que se viva
Ninguém tem mais do que tem.

As encriptologias falseadamente metafisicas
Não são mais do que simples ondas
Que são incrivelmente tisicas
Que nunca passarão de simples ondas.

Porque a verdadeira metafisica
Esta em quem sabe desafiar as suas crenças
Em quem é amante de verdade
Da verdade que ninguém nos quer mostrar
Na que nos incitara' a lutar.

A consternação lunar
Não é mais do que isso
Beleza natural e elementar
Mas também simplicidade tornada em enguiço.

E a luz solar que cega
é vida se a olharmos de frente
Porque a luz é uma inevitabilidade que não se emprega
A luz é algo que nunca mente.

Nos somos luz, somos Sol, no fundo
Somos mais que po', somos po' que flutua
Porque o que vemos não é apenas mundo
é mais do que isso, é a beleza que é minha e tua.

Abrindo os olhos para o mundo
O fascinio é incontornavel
Porque não serei sempre moribundo
E isso tem em mim um valor incalculavel.

Viva-se como se tiver de viver
Cada ser humano tem um infinito poder.

                                                                         João Tiago